Lionel Messi – O Melhor. Mas, pera…

Assumindo as rédeas da carruagem que encontrei estacionada na garagem de casa, vou direto ao assunto do momento: Lionel Messi.

O melhor da atualidade.

E vai continuar sendo por mais uns anos. Se não com a bola de ouro, com a bola no pé.

O berço do clube mais bem-sucedido dos últimos anos, lugar perfeito pra surgir um gênio da bola. Não é em vão que o Barcelona ganhou tantos títulos e tanto renome nas últimas décadas, criaram a fórmula perfeita: investir nos niños e mantê-los unidos e bem entrosados até o profissional. Uma fábrica de talentos buscados ao redor do mundo, meras crianças. Tiveram a visão de encontrar o pequeno Lionel, isso quando já estavam colhendo frutos. Dai pra frente é mamão com açúcar. Quando cresceram, já entrando em uma equipe vitoriosa, compondo as peças, com tanto entrosamento… quem para? E ainda com tanto investimento pra trazer a(s) cereja(s) do bolo.

Bote logo o Wendell Lira nesse ataque, que ele tá louco pra comer essa bola toda!

E quem falava em Luis Suárez para melhor jogador do mundo, um ano atrás, no Liverpool? Sempre muito talentoso e polêmico, atração da mídia. Jogador aguerrido da seleção uruguaia. Mas chegava o fim do ano, quem é o Suárez mesmo? E agora que entrou na máquina de gols do Barcelona, tem que entrar na lista. Vai entender.

Mas o trio fez 180 gols, marca absolutamente impressionante, um recorde atrás do outro, algo jamais visto. Não que o campeonato espanhol seja lá muito competitivo. Digo, minimamente competitivo. Digo, Real x Barça. Mas tem a Champions League. Eles estão lá todo ano, vaga garantida, na alegria ou na tristeza. O único campeonato desafiador, o resto se resolve em um ou outro jogo. Dedicação quase exclusiva. Mas é claro que isso não tira o mérito das atuações esplendorosas de cada jogador ali, especialmente do nosso querido Messi, que faz com a bola o que ninguém hoje faz, e não há fadiga, não há empurrão, não há voadora na costela que o derrube. Ele voa. E, se deixarem, entra com bola e tudo no gol. O Neuer é que ficou sabendo melhor dessa história.

Enquanto isso, os ingleses, coitados… cada jogo é uma Cruzada. Chegam na Champions League já com aquele peso todo nas costas.

Toda essa passagem bíblica pra dizer que o Messi é sim, o cara. De hoje. E, igual a ele, foram e serão poucos. Mas ele tem algo a provar fora da sua zona de conforto, o tão querido berço Barcelona. Talento é indiscútivel. Então porque não se arriscar no futebol inglês (pra não falar em seleção)? Mostrar um pouco mais do que ele entende sobre esporte coletivo. Quem não deve, não teme. Dinheiro não é problema, propostas não são um problema, mágoas não são deixadas. Um novo ambiente, um novo entrosamento, uma nova maneira de jogar, pra variar um pouco, não faz mal a ninguém.

E que apaguem a vergonha alheia de quem coloca Messi acima de Pelé e Maradona.

Marcio de Mello Castanho

Me lembro como se fosse ontem, era o verão de 1965, há 50 anos, quando surgiu um garoto caminhando pela Rua Santa Cristina esquina com a Saquerembó, considerado pela nossa turminha o templo sagrado do futebol, nos sonhos, o nosso Maracanã! O Marcio encostou no muro e assistiu ao jogo até que foi convidado a participar da pelada. Com dribles insinuantes, rolinhos, chapéus e um controle de bola muito bom, a turminha logo viu que o Marcio era do ramo e em pouco tempo era sempre o primeiro a ser escolhido pelo vencedor do par ou ímpar no momento da montagem dos times. Os anos se passaram e o Marcio também conquistou a admiração da molecada de outras turmas do bairro com a sua inteligência, perspicácia e habilidade no futebol. O Marcio foi responsável pela união das turmas da Saquarembó, Juquiá, Vicente Penteado e Gabriel Monteiro. Essa turma de amigos permanece unida até hoje e está presente aqui na Igreja Perpétuo Socorro para agradecer a Deus a oportunidade de ter convivido com o nosso querido Marcinho, que também era conhecido pelo apelido de “batatinha”, que ele obviamente não gostava…

Talvez alguns se lembrem que o Marcio jogou no time de aspirantes da Portuguesa, no meio de campo com um tal de Eudes, que mais tarde se tornaria um dos principais jogadores do Brasil. Por pouco não seguiu a carreira de jogador profissional de futebol.

O Marcio adorava futebol e demonstrava muita criatividade com a bola nos pés, aliás a mesma criatividade com a caneta na mão, que alguns anos mais tarde ajudaria a lapidar um respeitado jornalista, redator e publicitário.

O Marcio estudou em diversas escolas de origem católica como o São Bento e Arquiodiocesano e também a escola dessa nossa Igreja Perpetuo Socorro. Foi no colégio Castro Alves onde, em 1974, o Marcio conheceu a sua cara metade, uma linda moça importada da Italia e criada nas areias de Copacabana no Rio, que o fez apaixonar-se a primeira vista. O Marcio e a Rafaella se casaram em 1988 após um longo namoro e têm 2 filhos maravilhosos, Renata e Eduardo.

Na adolescência, a maioria dos amigos não tinha a menor ideia do que iriam ser quando crescer. Mas o Marcio não, com a sua paixão pela leitura, o desejo de se informar e informar os outros, a facilidade em redigir textos, não deixava dúvidas que estudaria jornalismo para atuar no mundo das comunicações. De fato o Marcio entrou no curso de jornalismo da Casper Líbero e se formou em 1981. No segundo ano de faculdade ingressou na Rádio Jovem Pan e depois de um ano já estava no departamento de jornalismo da Rede Globo. O momento político era complicado e o Marcio abominava a ditadura. Ele se engajou na luta contra o governo autoritário e, em prol das eleições diretas, chegou a ser detido por algumas horas por participar de diversas manifestações. Muito desgastado com o momento, se desligou da Rede Globo por não concordar com o status quo e estar angustiado com a falta de perspectiva democrática. Trabalhou ainda na Folha de S. Paulo e em outros veículos de comunicação.

O Marcio era bastante criativo. Também era extremamente versátil e habilidoso. Ele atuou em diversos filmes de propaganda. A maioria aqui presente deve lembrar bem do sucesso da campanha publicitária da Coca-Cola, produzida por Julinho Xavier nos anos 90, em que o Marcio aparece durante o periodo da Páscoa vestido de coelhinho. Logo após na sequência da campanha, também apareceu vestido de Papai Noel, Copa do Mundo e Carnaval. Além de um bom ator, mais recentemente o Marcio se provou um bom produtor/diretor/roteirista, ao produzir um excepcional filme institucional de treinamento interno do Almanara, que retratou a trajetória da empresa na visão dos colaboradores.

Sua mente privilegiada fazia com que ele facilmente criasse possibilidades de novos negócios, cujas ideias iam muito além do tempo em que vivia, o que dificultava a sua realização. Como exemplo, me lembro bem em 2002 quando ele apresentou a um grupo de amigos a ideia de criação de uma rede social denominada “Protocolo”, que seria composta por um grupo de amigos e familiares, para troca de informações e comércio de bens e serviços. Dois anos depois, em 2004, nascia o Facebook, que tinha o mesmo conceito do Protocolo, criado pelo Marcio. Me lembro também em 2005, quando o Marcio trouxe uma ideia de um aplicativo chamado de “Celebrity”, cujo objetivo era fazer com que celebridades postassem mensagens e fotos para um grupo de fãs e seguidores. O aplicativo esbarrou na dificuldade de negociação com as operadoras celulares que tinham o controle do conteúdo a ser veiculado em suas redes. Um ano depois, nasceu o Twitter com exatamente a mesma funcionalidade do Celebrity criado pelo nosso querido Marcinho.

Essa mente brilhante e criativa também tinha o seu lado difícil. O Marcio sofria de ansiedade ao ver que muitas de suas ideias não se materializavam. Também se frustrava ao ver o descaso com que as autoridades lidavam com a questão da educação no nosso país. Nas nossas acaloradas discussões sobre o sistema político, ele sempre defendeu a tese de que não adiantaria muito fazer modificações no modelo político sem antes uma ampla reforma no sistema educacional que propiciasse uma boa qualidade de educação a todos os brasileiros, independente da origem socioeconômica.

À medida que o tempo passou, o Marcio desenvolveu outros interesses, dos quais vale menção o gosto pela culinária e pela prática do tênis. Ao cozinhar, o Marcio era muito atento com os temperos e a forma de usá-los. Tive a felicidade de passar a noite do ultimo réveillon com o Marcio em que ele preparou um churrasco de cordeiro. O Marcio veio à minha casa muito antes do churrasco para temperar o cordeiro com muito zelo e dedicação. Não a toa o cordeiro ficou uma delicia! Quanto ao tênis, apesar de ter iniciado a prática numa idade mais avançada, conseguiu atingir um nível bastante satisfatório, desenvolvendo uma “deixadinha” impossível de ser alcançada. O Marcio era bastante competitivo e detestava perder no jogo de tênis com os amigos…

O Marcio era uma pessoa muito simples e prática. Não queria muito aparecer ou dar trabalho para outras pessoas. Parece até que escolheu morrer logo na virada do ano quando a maioria está em viagem. Dizia que tinha o desejo de ser cremado após a sua morte. Por um desejo do destino e provavelmente de sua mãe Maria e do seu pai acabou sendo sepultado no jazigo da família no Cemitério do Redentor e pode descansar a vida eterna nos braços de quem mais o quis bem.

George Osborn

Vamos nos encontrar

Vamos nos encontrar, mas não numa esquina qualquer…

Marquemos bem além do concreto aparente.

Terá que ser adiante, onde termina o passeio do medo.

No final da calçada do orgulho, onde findam as sarjetas estranhas.

Lá, onde acaba o muro pichado da culpa, e o vento do novo chega sem aviso, soprando sua música selvagem e libertária.

No lugar em que as marionetes elétricas se desprendem dos fios de alta tensão, e flutuando, os pássaros, alinhados em sonora perspectiva, anunciam a coragem do vôo iminente.

Combinemos nesse local, distante das falsas vitrines e dos espelhos tristes.

Próximo do incontrolável, do desatino, do desconhecido, nos encontremos.

E ali vamos rir da rotina, rasgar os panfletos e esvaziar os bolsos da vaidade.

Vamos desnudar o novo e dançar na chuva sem pudores, vestidos apenas de nossas verdades.

Nessa esquina, sim, vamos nos encontrar.

E nunca mais olhemos para trás.

“Divide et impera”.

Não passei minha vida adulta lutando contra mazelas como a obtusa ditadura militar (que nos solapou a razoável Educação via escola pública vigente até 1964), e o malfadado governo Collor, para ser agora rotulado “de direita” por simplesmente manter a coerência e combater uma gestão imersa até o pescoço na lama da corrupção.

Como tantos outros amigos humanistas, sem preconceitos de etnia e religião, e sem qualquer traço de homofobia, que lutam por um País mais justo, com igualdade real de direitos para todos – representada, antes de tudo, pela implementação de um Ensino público e gratuito de qualidade – como podemos ser tachados de “reacionários”?

Admirador de Castro Alves, Dorival Caymmi, Ruy Barbosa e de tantos oradores, artistas e expoentes das mais diversas áreas da Cultura Brasileira, como poderia ser rotulado de “preconceituoso contra o nordestino”?

Pois é nessa categoria de xenófobos, preconceituosos e reacionários, que a patrulha da  República Sindical instalada pelo Partido dos Trabalhadores, liderada pelo hoje abastado Luis Ignácio Lula da Silva (e com seus principais dirigentes presos por prevaricação) quer colocar milhões de brasileiros que teimam em apontar o aparelhamento do Estado e a utilização dos recursos de uma Nação gigantesca e próspera, em benefício de uma quadrilha.

“Divide et impera”.

Eis a máxima, mais velha que o Império Romano, que nos impõe esta gente inculta e despreparada, que usurpa o poder às custas da ignorância a que foram relegados milhões de brasileiros, agredindo a inteligência  com um discurso paupérrimo feito em rede nacional, e criando uma falsa guerra ao colocar em lados antagônicos Norte/Nordeste contra Sul/Sudeste.

“Ricos e Pobres”…

Como se abastados fôssemos nós, e não a atual presidente da República, que assume guardar dezenas de milhares de reais debaixo do colchão, ou toda a cúpula diretiva desse partido dito “dos trabalhadores”, colocando seus apaniguados na gestão de Fundos de Pensão milionários, que lhes custeiem os charutos cubanos, os rótulos de três dígitos e os vôos em jatinhos, desde que dêem a fatia do partido.

Chega de falsa guerra ideológica.

Não caíram pelo voto, pois institucionalizaram o “cabresto” que supostamente condenavam no coronelismo.

Mas verão esse Leviatã Tupiniquim ferido de morte, por outra forma legítima.

Locupletaram-se ? Pois então vão ser confrontados no Legislativo e no Judiciário, hoje farto de provas da prevaricação.

Como já disse certa vez a juíza Denise Frossard, que colocou corajosamente a quadrilha carioca do jogo do bicho na cadeia, essa república sindical pensou que “o Brasil era a Venezuela”.

Não é.

Não perdem por esperar a CPI do PTrolão.